| O preço do milagre! |
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Quantos torcedores fiéis se entristecem quando o seu time perde; quantos ficaram com seu coração apertado quando a seleção brasileira perdeu na semifinal do último mundial, ainda mais pra França. Em fim não gostamos de perder, não nos acostumamos com as perdas, as grandes e as pequenas, são problemas, são indesejáveis. Essa dificuldade acompanha o homem desde o pecado de Adão que perdeu a presença estável de Deus, daí por diante tivemos que conviver a duras penas com esta realidade. Esse mal, entretanto, pode ser usado como termômetro do crente, sua disposição para perder diz muito sobre o seu relacionamento com Deus. Perder, abrir mão de tantas coisas para servir a Deus fez parte da vida de homens que foram usados e precisa fazer parte das nossas. No evangelho segundo Marcos 5. 1: 20, vemos um problema social nos primeiros versos. Um homem que provavelmente causava medo àquela sociedade, já tinham tentado dar jeito nele, mas nem correntes podiam detê-lo; ele vivia entre os sepulcros ferindo-se com pedras. Sua presença trazia medo e todos queriam que esse problema fosse resolvido. Somos assim, queremos que nossos problemas sejam resolvidos, talvez ali naquela cidade houvesse alguém clamando pela libertação daquele endemoninhado, assim como você e eu oramos por nossa família, amigos e por nós mesmos, é como o povo de Israel que estavam escravizados no Egito, e clamaram a Deus por libertação. Ex 3. 7. Queremos que o nosso problema seja resolvido. No decorrer do texto vejo a solução dos problemas dos gerasenos, Jesus estava por ali, quando Jesus está em nossas vidas tudo é possível, o milagre pode acontecer. E é isso que aconteceu, Jesus libertou aquele homem que era um problema e ele agora estava em perfeito juízo, os demônios que estavam no corpo daquele homem foram para os porcos que se lançaram despenhadeiro abaixo e morreram todos afogados. Toda aquela cidade foi ter com Jesus e ao invés de agradecê-lo pediram para que se retirasse da terra deles. Lembra da historia da perda que contei no início, não querem perder, eles queriam que aquele homem fosse diferente, mas não queriam pagar o preço, o medo era de perder mais alguma coisa. Os porcos representavam mais do que as bênçãos de Cristo. Quantos abrem mão da bênção da salvação por prazeres transitórios desta vida, considerando maior seu prazer momentâneo do que a salvação? Gosto muito de uma música que diz: “ainda existe uma cruz, pra você carregar, não se deixe enganar, a porta e estreita (...)”, o preço da bênção. Com a prerrogativa de que Cristo pagou tudo por nós na cruz, muitos crentes não querem perder nada, não abrem mão do seu estilo de vida, dos seus amigos escarnecedores, da mentira nos negócios, de tantas outras coisas que são, quando abandonadas, o preço pra sermos de Deus. O povo no deserto perdeu pra ganhar algo maior, é como um jogo de dama: entregamos uma peça para ganharmos três. Os gerasenos não queriam Jesus, queriam apenas a bênção. Tem pessoas que não querem ser dizimístas, sofrem quando o pastor fala de dinheiro na igreja, não querem se envolver em nenhum trabalho da igreja, mas querem que Deus responda seus pedidos. Olha se Jesus é um prejuízo pra você, ainda não é tempo da bênção em sua vida. Olha todos os que verdadeiramente quiseram servir a Jesus tiveram que abrir mão de alguma coisa, como disse: isso pode ser usado por Deus como termômetro do crente. Veja o caso do jovem rico. Mt 19. 16: 22. Na verdade não há perdas com Cristo e sim investimentos. Mt. 19. 29. “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”. Creia nisso! Max Rodrigues, pastor. |
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