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Tempos Muito Difíceis(34 KB)
“Sabe, porém, isto; nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” (2 Tm 3: 1 ao 5)
Paulo, nesta passagem, alerta seu discípulo Timóteo para a dura realidade do tempo do fim. Jesus, quando falou sobre esse tempo do fim, também nos alertou sobre os momentos difíceis que a humanidade viveria. Está registrado em Mateus, capítulo 24, versículo 12 a seguinte frase: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12). Falando ainda sobre o assunto, Jesus nos diz outra vez, sobre esse duro momento: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.” (Mt 24:21)
Como podemos perceber através da leitura destes textos Bíblicos, os momentos que antecedem a volta de Jesus serão momentos de uma enorme crise social sobre a Terra. Falta de amor, egoísmo, busca por prazer, desigualdade social, afastamento de DEUS, maldade, crueldade, destruição familiar e outras tragédias estão profetizadas para o tempo do fim. E, como percebemos ao olhar a nossa volta, estamos vivendo o tempo do fim. Está muito claro que as profecias Bíblicas estão se cumprindo.
Os fatos que estão acontecendo, mundo a fora, são a prova clara da aproximação da volta de Jesus e de que toda esta maldade e sofrimento instalados em nossa sociedade estão muito próximos de acabar. E eles precisam acabar logo, afinal, está ficando insuportável conviver com tantas tragédias. Jesus nos advertiu que o sofrimento do fim seria algo tão terrível que não teríamos parâmetros de comparação. Em Mateus 24:21, Ele nos diz que nunca houve e nem haverá jamais tamanho sofrimento. Para mim não precisa acontecer mais nada. Já está insuportável enfrentar estes sofrimentos que vemos hoje. Assistir ao depoimento do pai do menino João Roberto, de 3 anos de idade, nas rádios ou na TV foi algo doloroso demais. É chocante demais assistir ao desabafo deste pai. Foi terrível ver as imagens do enterro do menino, morto por policiais. Muito triste.
A pergunta que me faço quando vejo essas coisas é até quando? Até quando teremos que assistir a estas cenas? Até quando teremos que enterrar meninos inocentes? Até quando teremos que assistir a impunidade reinar em nossa sociedade? Até quando veremos a corrupção se alastrar por todos os cantos desta nação? Até quando teremos que conviver com esta desigualdade social? Até quando teremos que ver pessoas morrendo de fome e frio? Até quando teremos que assistir políticos roubarem o dinheiro da nação e os hospitais não terem medicamentos para atender os doentes? Até quando? Até quando?ATÉ QUANDO?!
Em minha opinião até o dia em que resolvermos nos levantar e, em obediência a Palavra de Deus, nos indignarmos, orarmos e agirmos para mudarmos esta sociedade.
A Igreja está dormindo sob as promessas de Deus. Como sabemos que isto já está profetizado e que estes são os sinais da vinda de Cristo, simplesmente, nos acomodamos e ficamos aguardando o fim chegar.
Esta nunca foi a instrução de Jesus para nós. Ele nunca nos deu a ordem de aguardarmos sua volta numa posição comodista e passiva. Ao contrário, sua ordem para nós é de que fôssemos os personagens principais neste cenário. Veja as seguintes passagens:
“ Vós sois o sal da terra;...” (Mt 5:13)
“Vós sois a luz do mundo...” (Mt 5:14)
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mt 28:19)
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16:15)
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos...” (Rm 12:2).
A Igreja não pode assistir a esta tragédia calada. Precisamos falar, anunciar as Boas-Novas de salvação que não só resgatam o ser humano como, através da transformação de indivíduos, transforma o mundo ao nosso redor.
Esta sociedade que grita tanto pelos direitos dos gays, dos animais e do meio ambiente precisa começar a lutar pelo direito a vida. Uma vida digna! Sem medo de ir a esquina e tomar um tiro na cabeça. Não é possível que um mico leão dourado ou uma árvore tenha mais valor que uma vida humana. Nesta semana os líderes do G8 (as oito nações mais ricas do mundo) estão reunidos discutindo os efeitos da poluição em nosso planeta. Essa discussão é muito importante, mas antes de falarmos do ar, precisamos falar do homem, porque sem o homem, não precisamos de ar. E o que estamos assistindo é a sociedade se autodestruir, matando uns aos outros.
Precisamos fazer algo e há muito há ser feito por cada um de nós. Comecemos por um compromisso sério de oração por nossa sociedade (Jr 29:7). Oração pela paz em nossa cidade. Oremos por nossos governantes (1 Tm 2: 1ao3). Oremos para que este terrível quadro de sofrimento e dor seja totalmente transformado (1 Ts 5:17).
E não apenas oremos, mas nos levantemos, tomados por uma indignação justa, para transformarmos o mundo ao nosso redor. Ouçamos e aceitemos o desafio de Paulo no Livro de Romanos, que nos diz: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos...” (Rm 12:1). Não podemos mais nos conformar. Não podemos mais, simplesmente, aceitar passivos a esta destruição da vida humana. Precisamos lutar, cobrar, exigir e fazer algo.
Há muito a ser feito. Evangelizar, pregar, ensinar, dar oportunidades aos menores e aos desempregados, amar, ajudar aos necessitados e tantas outras ações que a Igreja e a sociedade civil podem fazer na construção de uma sociedade mais justa e amorosa.
Outro ponto importante é a conscientização de cidadania. As eleições municipais vem por aí. Votemos em pessoas comprometidas com valores e princípios cristãos. Votemos em pessoas competentes que tenham a capacidade de mudar este quadro duro de nossa sociedade.
Estamos perto do fim. E este é um tempo difícil. Na verdade estamos percebendo que, como profetizou a Bíblia, este não é apenas um tempo difícil, mas sim um tempo muito difícil. Lutemos para mudarmos esta dura realidade. Lutemos pelo direito a vida, a família, aos direitos do cidadão, ao direito de vivermos em nossa cidade sem medo. Lutemos para que este mundo volte-se para a Bíblia, volte-se para Deus, que é o seu criador e aprenda o valor da vida e do amor ao próximo. Oremos por isso.
Que Deus nos abençoe rica e abundantemente.
Com amor, Humberto Rodrigues, pastor
INV Moneró, RJ
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Comentários
falou muito ao meu coração
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