Adoradores com uma Nova Vida PDF Imprimir E-mail
Qua, 30 de Julho de 2008 13:43

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Parte I

“Aleluia! Cantai ao Senhor um novo cântico (…) Porque o Senhor se agrada do seu povo e de salvação adorna os humildes”. (Sl 149:1-4 / 16:15)

A origem da música é Deus. Isto é mais do que certo. Como um ser vivo Deus criou a música como uma força vital peculiar.“Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez”. Jo 1:3. O desejo do Criador é revelar-se ao homem, ao longo da história, muitas vezes isso se deu por meio da música. Deus tem usado esse canal para comunicar ao homem Sua Palavra, Seus projetos e Seu amor. Como no nascimento de Jesus.

Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador…” Lc 1:46-55.“E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo: Bendito o Senhor Deus de Israel porque visitou e remiu o seu povo”. Lc 1:67-68. “E no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão de exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”. Lc 2:13-14.

Nosso objetivo é conhecer ainda mais esse Deus soberano e amável. Por outro lado, Ele espera uma resposta dos homens por esse mesmo canal, pois a Palavra diz: “Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todos os moradores da terra”.

A música tem em si o aspecto que a torna eterna. Já existia antes da criação da terra: Jó 38:4-7“… quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus”.

Deus criou a música para que O louvemos, desfrutemos de Sua desejável presença e de toda sorte de bênçãos espirituais.

Parte II

Música é uma disciplina que torna as pessoas mais pacientes e doces, mais modestas e razoáveis. Ela é um dom de Deus, e não dos homens. Com ela se esquecem a cólera e todos os vícios; por isso, não temo afirmar que depois da teologia, nenhuma arte pode ser equiparada à música” - Martinho Lutero (1483-1546)

No Velho Testamento podemos observar a utilização da música em reconhecimento à grandeza, ao livramento e à misericórdia de Deus. Menciona-se o louvor com instrumentos musicais, instrumentos variados, de sopro, como chifre de carneiro e trombetas, flautas, instrumentos de cordas, como harpa e lira e instrumentos de percussão, como tamborins e címbalos retumbantes.

O Livro dos Salmos é um exemplo de que cada Salmo é uma expressão de louvor a Deus e um eco de uma vida pessoal com Ele. Atrás das palavras existe uma experiência profunda e além da experiência, uma manifestação de Deus.

O nome hebraico do livro dos Salmos é: “Tehillim” que significa: “cânticos de louvor”.

A igreja no Novo Testamento, desde a vida de Zacarias, Maria e os discípulos, foi marcada pelo louvor: Lc 1:67-69; Lc 1:46-55; Mc 14:26. Em Atos 2:42-47, vemos a igreja do primeiro século permanecendo com espírito de louvor a Deus.

Por que o povo louva ao Senhor?

  • Uma das evidentes razões vem do esplendor, glória e majestade do nosso Deus, aquele que criou os céus e a terra, aquele a quem devemos exaltar na sua santidade;
  • A nossa experiência dos atos poderosos de Deus, especialmente dos seus atos de salvação e de redenção, é uma razão extraordinária para louvarmos ao seu nome, deste modo, louvamos a Deus pela sua misericórdia, graça e amor imutáveis;
  • Também devemos louvar a Deus por todos os seus atos de livramento em nossa vida, tais como livramento de inimigos ou cura de enfermidades;
  • Finalmente, o cuidado provedor de Deus para conosco, dia após dia, tanto material como espiritualmente, é uma grandiosa razão para louvarmos e bendizermos o seu nome;

O louvor deve estar presente na vida em tudo que fizermos. Ele deve ser manifestado no falar, pensar, vestir, trabalhar, estudar, orar e cantar. O louvor também é um mandamento, quando analisamos o Salmo 150:6, que diz: “Tudo o que tem fôlego louve ao Senhor”. O Louvor é uma expressão física de uma atitude espiritual.

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Parte III

Louvor é relacionamento com Deus e a Bíblia divide nossas expressões de relacionamento para com Deus em três níveis, estaremos abordando neste estudo pelo menos dois níveis, depois falaremos em separado do terceiro nível:

1º - Ações de graças: “Entrais por suas portas com ações de graças” Salmo 100:4a.

Quando agradecemos a Deus por tudo o que Ele faz a nós como indivíduos e ao corpo que nos cerca.

Cânticos de gratidão: pela minha salvação, pela família, pelo alimento, pelas dádivas recebidas (bens), pelas curas e pelas vitórias pessoais.

Em tudo, daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para Convosco” I Ts 5:18.

2º - Louvor: “… e nos átrios do Senhor com hinos de louvor” Salmo 100:4b.

Enaltecimento daquilo que Deus fez e criou, de uma forma global: pela criação do universo, pela natureza, pelos Seus feitos grandiosos, pelas Suas vitórias, pela ressurreição e porque Sua misericórdia dura para sempre.

Louvor é o ato de louvar, é um elogio, é a glorificação, a exaltação por aquilo que Deus faz (fez) em nossa vida ou na dos outros. Paulo escreveu aos Coríntios “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” 1Coríntios 10:31.

O Velho testamento emprega três palavras básicas para conclamar os israelitas a louvarem a Deus: a palavra barak (também traduzida “bendizer”); a palavra balal (da qual deriva a palavra “aleluia”, que literalmente significa “louvai ao Senhor”); e a palavra yadah (às vezes traduzidas por “dar graças”).

Certamente, todos nós temos inúmeros motivos para louvar a Deus. Somente praticando poderemos experimentar o poder do louvor!!! Então, porque não começar agora??

Parte IV

A Bíblia divide nossas expressões de relacionamento para com Deus em três níveis, abordamos no estudo anterior dois níveis, nesta parte abordaremos o terceiro nível que é a adoração.

3º - Adoração: “Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade” João 4:23.

Adoração é render-se totalmente a Deus, amar em extremo, consagrar-se. Consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram a majestade do grande Deus do céu e da terra. A adoração concentra-se em Deus, e não no ser humano. Poderíamos dizer que é uma honra que se presta a Deus, em virtude do que Deus é e do que significa para os que O adoram.

A Palavra hebraica que mais se usa para “adoração” no Velho Testamento significa “inclinar-se”. É o caso, por exemplo, em Gênesis 18:2. A palavra grega que geralmente se utiliza no Novo Testamento é “proskuneo”, e significa “prestar honra”, tanto a Deus como aos homens. Está claro que é dever de cada criatura inteligente adorar a Deus.

Os anjos O adoram (Neemias 9:6). Os Seus santos O adoram. No Evangelho eterno os homens são chamados a dar glória a Deus e adorá-LO (Apocalipse 14:7). E dentro em breve tudo que há sobre a terra O adorará (Sofonias 2:11; Zacarias 14:16; Salmo 86:9).

A adoração exterior não é bastante para Deus, Ele quer a adoração do coração, a honra que procede dos sentimentos de amor do homem para com Deus.

A adoração tem fonte no nosso espírito. Cânticos que nascem do nosso relacionamento íntimo com o Pai, através de Cristo e do Espírito Santo que habita em nós.

Alexandre Alves, diácono
INV Duque de Caxias-RJ

Última atualização em Qua, 30 de Julho de 2008 17:59
 

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