Atrair e reter talentos, o novo desafio PDF Imprimir E-mail
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Em recente entrevista a revista HSM Management, Stephen Covey, considerado uma das maiores autoridades mundiais em gestão do desempenho humano da atualidade, abordou este tema que, para nós que atuamos nas igrejas com o Ministério Vida Profissional é importante saber o que pensa o senhor Covey.

Segundo o referido senhor atualmente os principais ativos das empresas não são os equipamentos, mas pessoas. Covey, durante a entrevista, demonstra que as empresas precisam adotar o modelo onde os empregados e colaboradores não são tratados como despesa e sim como investimento.

Infelizmente muitas empresas ainda não atentaram para essa grande mudança ocorrida no mundo empresarial que é a valorização do capital intelectual.

Bem administrada a empresa cresce, seu capital aumenta, gera dividendos para seus acionistas em conseqüência de vitórias obtidas por meio do bom relacionamento de seus funcionários no local de trabalho.

Atrair pessoas certas oferecendo possibilidade de utilizar seus talentos e sua paixão deveria ser a estratégia adotada pelas empresas vencedoras.

As vagas existentes seriam preenchidas por candidatos internos ou externos desde que alinhados com a estratégia da empresa.

É claro que caberá ao contratante estabelecer os critérios a serem utilizados para identificar os talentos.

Que tipo de candidato será qualificado como um talento a ser atraído, retido? Quais valores buscar no candidato no momento da contratação? São perguntas indispensáveis.

Como a valorização do capital intelectual deve ser o objetivo nesse novo modelo de gestão de pessoas, precisamos considerar cada profissional contratado como um investimento para a organização.

Sabemos que na realidade em países em desenvolvimento ou até mesmo em alguns já desenvolvidos com grande taxa de desemprego a concorrência é muito acirrada.

A expectativa de uma possível reestruturação, encerramento de projetos ou mesmo problemas financeiros na organização, dificultam adotar a cultura de que cada colaborador é um investimento.

Nas últimas décadas o empregado foi considerado peça de fácil reposição, item de prateleira.

Ainda hoje muitas organizações consideram apenas o conhecimento técnico de candidatos e funcionários, desprezando os valores intangíveis, justamente aqueles que não se produzem da noite para o dia.

Devemos então nos perguntar: - Como contratante que tipo de valor devo buscar no candidato? Como candidato o que devo mostrar ao possível contratante?

Indubitavelmente os valores morais são mais importantes do que o conhecimento técnico.

“Para melhor expor essa tese, avaliemos a seguinte hipótese na contratação de um gerente de loja”:

Temos dois candidatos. O primeiro tem um currículo irretocável cheio de especializações e certificações que garantem conhecimento técnico para a realização de suas tarefas no dia-a-dia.

O segundo candidato possui um currículo mais modesto, mas a sua avaliação realizada por profissionais qualificados indica tratar-se de um profissional íntegro, justo, esforçado, digno de confiança e disposto a lutar para alcançar os resultados desejados pela empresa.

Os atributos do primeiro candidato, certamente poderão ser obtidos com um bom programa de capacitação e treinamento, mas poderíamos desenvolver o caráter do segundo candidato com a mesma eficácia e rapidez? É claro que não, o caráter é formado durante vida e está ligado aos valores morais da pessoa conquistados ao longo de toda a sua existência através dos ensinamentos recebidos na família, na escola e na igreja.

O moderno local de trabalho pode ter um extraordinário poder no desenvolvimento do caráter. Acho que o caráter é um dos mais valiosos recursos e produtos de uma empresa. Isto é, de uma empresa bem-sucedida.”
Ralph S. Larsen
Ex-Presidente da Johnson & Johnson

Assim, tomamos a liberdade de acrescentar um pouco mais na visão proposta por Stephen Covey – devemos valorizar o capital intelectual, mas sem deixar de considerar o caráter do colaborador.

Que a cada dia possamos lembrar da oração de Daniel: “Ó Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me destes sabedoria e força.”

Essa sabedoria será o maior capital com que qualquer organização poderá contar, ela possibilitará ao colaborador se capacitar tecnicamente, fará com que ele saiba lidar com o próximo, com os seus superiores e com os subordinados.

Essa sabedoria não pode ser conquistada com um MBA ou qualquer outra certificação porque ela vem de uma vida dedicada a servir ao próximo e a Deus.

Deus nos abençoe!

Weslley Nascimento
Membro do Ministério Vida Profissional
E-mail: vidaprofissional@portalnovavida.org.br

Última atualização em Sex, 01 de Julho de 2011 03:28
 

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